Bolo de iogurte

maio 19th, 2012


Nem tão leve quanto deveria ser, nem tão pesado quanto às últimas receitas. Bolo de iogurte com 300g de açúcar? Alguma coisa errada aqui, pensei. Mas lá fui eu saltitante para a cozinha mesmo assim. Alguém aí me ouviu dizer que ia passar a preparar mais sopas e saladas? Hhm… aguardem as cenas dos próximos capítulos. :D

A receita indica untar a fôrma e forrá-la com papel-manteiga, e foi exatamente o que eu fiz, porém não aconselho. O papel-manteiga destrói as bordinhas típicas de bolos retangulares, que algumas pessoas adoram, e outras não. Faço parte do primeiro grupo, e desde sempre eu como pelas beiradas, literalmente. Então aconselho quem for fazer a untar e enfarinhar a fôrma normalmente. E deixar os apreciadores de bordinhas serem felizes. Porque não custa nada. :)

E apesar de o bolo não ter ficado ruim, definitivamente já comi melhores.

Bolo de iogurte
(adaptada do livro Bolos, Valerie Barrett)

Ingredientes

  • 175g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
  • 300g de açúcar
  • 175ml de iogurte desnatado
  • 175ml de iogurte natural
  • 1 colh. (chá) de essência de baunilha
  • 275g de farinha de trigo
  • 2 colh. (chá) de fermento
  • 1/2 colh. (chá) de bicarbonato de sódio
  • uma pitada de sal
  • 4 claras

Preparo

  1. Preaqueça o forno a 180ºC. Unte e forre com papel-manteiga o fundo de uma fôrma de 28cm x 20cm x 4cm.
  2. Bata a manteiga e o açúcar em creme, até ficar claro e fofo. Junte 1 colh. (sopa) de iogurte e a essência de baunilha.
  3. Peneire a farinha de trigo, o fermento em pó, o bicarbonato de sódio e o sal, juntos, três vezes, em uma tigela à parte. Acrescente a mistura de farinha e o restante do iogurte aos poucos, de maneira alternada na mistura de manteiga, até ficar homogêneo.
  4. Em outra tigela, bata as claras em neve. Acrescente 1/3 das claras em neve à mistura de pão de ló para aerá-la e incorpore o restante com cuidado.
  5. Coloque a massa na fôrma e nivele. Asse por 35-40 minutos, até ficar firme ao toque. Deixe esfriar na fôrma por 5 minutos, desenforme sobre uma grade e espere esfriar completamente. Sirva em fatias.

Bolo de cenoura

maio 11th, 2012

Última receita gorda do mês (assim espero). :P

[Já começo a folhear alguns livros de receitas de sopas e saladas, para amenizar o excesso de calorias das últimas semanas.]

E foi uma pena ter cometido a gordice de jogar uma calda de chocolate por cima deste bolo, porque foi ela quem escondeu toda a sua belezura. Mas qual o bolo de cenoura que não pede uma boa calda de chocolate por cima? Hmm… a tentação é quase irresistível.

A receita, assim como a do bolo de laranja, é mais uma das que a babá do Felipe sabe de cor. Ando fazendo uma mini-coleção de receitas dela pra guardá-las de recordação (e claro, pra fazê-las de vez em quando), já que ela só fica aqui em casa até o final do ano, quando deve ganhar seu segundo bebê, entrar de licença-maternidade, e em seguida pedir demissão.

Foi ela quem cuidou do Felipe desde os 6 meses de vida (quando acabou minha licença-maternidade) e vai ficar até, praticamente, ele entrar na escolinha. O que significa que foi ela quem me deu a paz que eu precisava pra trabalhar tranquila, sabendo que o meu filho estava em casa, sendo absolutamente bem cuidado. E é por causa dela que eu vou conseguir cumprir o meu objetivo de só matricular o Felipe na escola depois dos três anos.

Ela talvez tenha sido, também, uma das pessoas com as quais eu mais conversei nos últimos tempos (e quem tem alguém trabalhando dentro da sua casa sabe do que eu estou falando). Foi muita troca de ideia, histórias compartilhadas, experiências trocadas, risadas, e sim, muitas aventuras na cozinha.

Mas todo carnaval tem seu fim. O deste está próximo, e já deixa saudades. Tanto para mim, quanto para o Felipe com toda certeza.

^-^

Quando ao bolo, a calda é um brigadeiro básico: 1 lata de leite condensado, 3 colh. (sopa) de chocolate em pó e 1 colh. (sopa) de manteiga. Tudo em fogo baixo, mexendo sempre, até engrossar um pouco e ficar com a textura desejada (mais fina ou mais grossa, conforme o gosto do freguês).

Este bolo é meio-irmão do bolo de laranja, com um modo de preparo bem parecido, e o mesmo segredinho: uma boa polvilhada de açúcar cristal por cima da massa crua, logo antes de colocar o bolo pra assar, que é o que dá o efeito de crosta crocante. Quase uma marca registrada dos bolos dela, digamos assim.

Bolo de cenoura
(da babá do Felipe)

Ingredientes

  • 2 copos de farinha de trigo
  • 1 copo de açúcar
  • 1 copo de óleo
  • 3 cenouras pequenas
  • 1 colh. (sopa) de fermento
  • 1 pitada de sal
  • 3 ovos

Preparo

  1. Bata no liquidificador o óleo, os ovos e a cenoura.
  2. Em uma tigela coloque a farinha, o açúcar e junte a mistura líquida batida. Misture tudo com um fouet, incorpore o fermento delicadamente e, por último, o sal.
  3. Despeje em uma forma untada e enfarinhada, polvilhe açúcar cristal por cima e leve ao forno por 30-40 minutos. 

Brownies

maio 4th, 2012

Loucura, loucura, loucura.

Ando tendo um comportamento paradoxal. Ao mesmo tempo em que me assustei com alguns kilos extras e que finalmente, em muito tempo, estou frequentando uma academia (e não só pagando a mensalidade), dei pra cozinhar bombas calóricas. Oi?

Esse brownie é tão gordo que a culpa bate logo no momento em que você mistura aquele mundo de açúcar (quase meio kg) com a manteiga (quase um potinho pequeno inteiro) e o chocolate (quase uma barra). Isso tudo pra fazer uma fôrma retangular singela de brownie. Santo Deus, o-que-é-que-eu-estou-fazendo?

Depois de comer um e fazer a felicidade da lombriga, dei todos os brownies restantes para a babá do Felipe levar pra casa e se esbaldar no final de semana. Grávida pode.

[ E agora, já de noite, vejo que foi a decisão mais acertada, uma vez que se esses brownies ainda estivessem por aqui, eu não responderia por mim. :P ]

A receita tradicional, claro, leva chocolate amargo, mas eu definitivamente não sou adepta (99% das receitas que eu já fiz com chocolate amargo eu não gostei, por considerá-las – adivinha? – amargas demais). Deveria ter diminuído o açúcar da receita, provavelmente, mas uma das poucas adaptações que eu quis fazer foi a troca do chocolate. Bomba é bomba, e não adianta tentar amenizar. É como comer um Big Mac tomando Coca-cola zero.

E o resultado? Brownies divinos. Enjoativos se comer demais, como quase tudo que é muito doce. Mas depois que passa o enjôo, você quer mais. E pra quem é fã das bordinhas do brownie, este forma uma borda crocante mais gostosa que o próprio brownie.

Na minha opinião, evidentemente. ^-^

Brownies
(adaptada do livro Técnicas de Confeitaria Profissional, Mariana Sebess)

Ingredientes

  • 150g de chocolate ao leite
  • 150g de manteiga com sal
  • 320g de açúcar
  • 4 ovos
  • 140g de farinha de trigo
  • 70g de nozes picadas
  • 20g de cacau em pó

Preparo

  1. Em uma tigela, com um fouet, bata os ovos com o açúcar.
  2. Derreta o chocolate com a manteiga em banho-maria ou no microondas e despeje sobre os ovos batidos.
  3. Misture bem com a espátula e junte os ingredientes secos peneirados (farinha e cacau). Ligue bem os ingredientes e acrescente as nozes picadas.
  4. Forre com papel-manteiga uma assadeira previamente untada.
  5. Despeje a preparação sobre a assadeira. Leve ao forno a 180ºC ou 200ºC para assar por 15 a 25 minutos. Retire do forno e, depois que esfriarem, corte em quadrados para servir.

Enroladinhos de canela (cinnamon rolls)

maio 4th, 2012


Foram duas tentativas um pouco trabalhosas, até que finalmente eu conseguisse pãezinhos de canela exatamente do jeito que eu queria: doces, crocantes por fora, fofinhos por dentro. Felipe gostou tanto dos primeiros (nem tão fofos, nem tão doces, meio murchos e sem-graça), que eu tinha certeza que ele ia enlouquecer com estes últimos. Ele chega a pedir por favor por um “bolinho” desses e quando ganha um, grita todo animado: – Vamos comer a cabeça dele??? :o)

Eu queria ter deixado ele participar da empreitada pincelando a gema batida ou polvilhando açúcar como na primeira vez, mas desta ele estava tão concentrado fabricando bichinhos, triângulos e círculos de massinha, que nem se deu conta de que eu estava fazendo pão. Aliás, desde que entrei de férias e dei um kit de massinhas de presente pra ele, isso é quase tudo que eu tenho feito durante o dia: brincado de massinha com o Felipe. A brincadeira acaba quando eu convido pra brincar de outra coisa, momento em que ele guarda o kit todo animado, mas 10 minutos depois vira e fala: – Vamos brincar de massinha?? rs…

Mas voltando aos enroladinhos. A receita foi retirada de um livro que foi escrito para padeiros e profissionais da área, e não para donas-de-casa entusiastas e metidas à padeiras, como eu, de modo que tive que adaptá-la à realidade da minha cozinha. Mas feitos os ajustes devidos à primeira tentativa, posso dizer que deram muito certo.

Retire-se também o fato de eu ter queimado todos os pães da segunda fornada. :P

Mas antes queimar pães do que colocar fogo na casa… :)


Enroladinhos de canela (cinnamon rolls)

(adaptada do livro Técnicas de Padaria Profissional, Paulo Sebess)

Ingredientes

  • 4 xíc. + 2 colh. (sopa) de farinha de trigo + um pouco para polvilhar
  • 20g de fermento biológico fresco
  • 1 xíc. de açúcar
  • 3 ovos grandes
  • 1 colh. (chá) de sal
  • 100g de manteiga sem sal (meio tablete)
  • 1 copo de leite integral
  • Canela e açúcar para o recheio
  • Gema batida e açúcar para polvilhar

Preparo

  1. Em uma tigela, dissolva o fermento com um pouco de açúcar, junte o leite morno e as 2 colh. de farinha de trigo. Misture bem, cubra a tigela com um pano e deixe descansar por 30 minutos até formar uma esponja.
  2. Adicione à esponja os ovos, o sal, a farinha e o restante do açúcar, incorporando mais farinha, caso haja necessidade. Coloque o bloco de manteiga (em temperatura ambiente) sobre a massa. Amasse tudo para que a manteiga seja bem incorporada. Sove, polvilhando farinha, até que a massa desgrude das mãos.
  3. Forme uma bola, enfarinhe um recipiente e coloque a bola de massa dentro do recipiente. Polvilhe farinha por cima, cubra com filme plástico e deixe que duplique de volume.
  4. Assim que a massa duplicar seu volume, retire o filme plástico e vire-a sobre uma mesa já enfarinhada. Pressione com as duas mãos para retirar os gases da massa. Aplane bem a massa. Dobre-a ao meio e coloque-a novamente dentro de um recipiente enfarinhado.
  5. Cubra com filme plástico e leve a massa à geladeira por 24 horas. Passado esse tempo, a massa estará pronta para ser utilizada na forma desejada.
  6. Unte e enfarinhe uma forma grande.
  7. Retire os gases da massa com as palmas das mãos. Abra a massa com um rolo, dando-lhe formato retangular. Polvilhe canela e açúcar. Enrole a massa da parte como um rocambole, forme um rolo firme e de grossura uniforme. Corte rolinhos com uma faca afiada. Acomode os enroladinhos na assadeira, deixando espaço para que cresçam.
  8. Deixe crescer em local quente, coberto por um pano, por cerca de 30 minutos.
  9. Pincele os enroladinhos com gema batida, polvilhe açúcar cristal e leve ao forno por cerca de 25 minutos, a 180ºC.

Bolo de laranja

maio 3rd, 2012

Eu adoro um bolinho simples. E quando digo simples me refiro ao bolo comum, sem recheio, sem glamour, sem nada de mais, mas absolutamente perfeito para se comer em um fim de tarde qualquer, com uma xícara de café ao lado. Aquele bolinho de fubá da avó, ou de banana com os pedaços da fruta no meio (minha tia faz um que você come sem parar), ou o bolo de laranja que, enquanto assa, perfuma até a casa dos vizinhos… pra mim, nenhum bolo recheado consegue ser melhor. Mesmo.

Eu já testei uma boa porção de receitas de bolo de laranja ao longo da vida, mas o preferido tem sido o bolo de laranja da babá do Felipe, que ela sempre faz aqui (ou na casa dela quando vou lá), e que agora finalmente eu peguei a receita. Quase tão fofo como uma nuvem, ele tem uma casquinha crocante por cima, resultado de um segredinho dela própria: após despejar a massa crua na forma, polvilhe um pouco de açúcar cristal por cima com as mãos. É esse o pulo do gato. :)

Também incrementei com uma calda de açúcar de confeiteiro, leite e manteiga, que eu adoro e dá pra fazer de várias maneiras. Se você misturar 1 xíc. de açúcar de confeiteiro + 2 colh. (sopa) de leite + 1/2 colh. (sopa) de manteiga sem sal (em fogo baixíssimo), vai obter uma cobertura linda, bem branquinha, mais doce, mais açucarada, estilo glacê. (Assim que os ingredientes derreterem e ficar com consistência de calda, despeje no bolo imediatamente, antes que ela endureça!)

Dependendo do bolo, eu adiciono raspas de limão ou de laranja nessa mistura. Já se você fizer a mesma coisa diminuindo o açúcar para 1/2 xíc. por ex., e aumentando o leite para 3 colh. (sopa) mais ou menos, vai conseguir uma calda mais rala, como a da foto, que beem de longe, vai lembrar um pouco um leite condensado.

Mas o bolo nem precisava dessas ideias gordas. Só uma xícara de café bastava…


Bolo de laranja
(da babá do Felipe)

Ingredientes

  • 2 copos de farinha de trigo
  • 1 copo de açúcar
  • 1 copo de suco de laranja
  • 1 copo de óleo
  • 3 ovos
  • 1 colh. (sopa) de fermento

Preparo

  1. Bata os ingredientes líquidos no liquidificador: os ovos, o suco de laranja e o óleo.
  2. Em uma tigela coloque a farinha e o açúcar e junte a mistura do liquidificador. Misture tudo com um fouet e, por último, incorpore o fermento.
  3. Despeje em uma forma untada e enfarinhada, polvilhe açúcar cristal por cima e leve ao forno por 30-40 minutos.

O pão nosso de cada dia

abril 26th, 2012

Como conservar os pães?

Guardados em sacos plásticos em temperatura ambiente – Podem durar até 7 dias, dependendo do pão. Lembrando que os pães caseiros estragam mais rápido por não terem conservantes. Os meus nunca ficam bons por 1 semana inteira, então eu guardo só um pouco para consumo imediato, o restante eu corto em fatias e congelo.
Guardados em sacos plásticos na geladeira – Duram um pouco mais do que se não estivessem na geladeira, de 10 a 12 dias.
Guardados em congelador ou freezer - O meu método predileto, duram de 3 a 4 meses. Costumo guardar já cortado em fatias e dentro de tigelas com tampa ou embrulhados em alumínio ou filme de PVC. Todo e qualquer pão pode ser congelado, tanto os que ainda não foram assados como os que já estão prontos.

Como conservar o fermento?

Guardado na geladeira – De 10 a 15 dias (vai depender também da data de validade). 
Guardado no congelador – Até 6 meses.
Guardado no freezer – Até 1 ano.
Todos esses prazos referem-se ao fermento biológico fresco (meu preferido). O fermento seco não tem mistério, é guardado na mesma embalagem que adquirimos no mercado, em local fresco e seco.
Eu tenho o hábito de congelar apenas os pães, até porque eu sempre compro fermento em pequena quantidade. Mas é bom saber para aqueles dias em que você pede para o marido trazer fermento fresco da rua e ele aparece com uma daqueles blocos de 1/2 kg (aconteceu comigo outro dia desses).

Como descongelar os pães?

Fácil, basta retirar os pães do freezer e deixá-los fora durante toda a noite. É como uma tia minha faz diariamente com o pão francês: compra aos montes, congela e todo dia antes de dormir retira alguns pães e deixa em cima da mesa. Na manhã seguinte, estão prontos para o café. Outra opção, mais comum aqui em casa, é descongelar o pão direto na frigideira junto com uma bolota de manteiga. E pra quem prefere um pão quentinho e fresco, com aquela cara de que acabou de sair do forno, a dica é borrifá-lo com água e colocá-lo em forno médio por alguns minutos.

Fonte: A arte caseira de fazer pães naturais, de Romélia Meyer.

Depois de ficar atenta à todos esses detalhes, posso dizer que nunca mais joguei nenhum pão e/ou nenhum bloco de fermento no lixo. E quando penso que descuidei e que o pão vai estragar, imediatamente faço torradas de manteiga com orégano, que desaparecem na velocidade da luz.

E pronto, desperdício z-e-r-o.

(Pelo ou menos no que diz respeito a pães…)

p.s. E hoje tudo que escrevi aqui me parece óbvio, mas que um dia uma tabelinha como essa mudou minha vida, ah mudou. ;)

Brioche nanterre

abril 22nd, 2012

Vontade de fazer pão! o/

De tempos em tempos essa frase me vem à mente, e eu corro para os livros atrás de uma receita interessante de pão, e preferencialmente inédita, que é para a aventura ser completa. Acho que fazer pão é uma arte um tanto quanto singular na cozinha, um verdadeiro ritual. E quando tudo dá certo no final, então, é puro deleite. Porque até o resultado final, humm… muita coisa pode acontecer.
 
Romélia Meyer, em seu livro A arte caseira de fazer pães naturais (um presente da minha amiga Cris que em breve eu devo inaugurar), tem um capítulo extremamente útil com uma lista de defeitos comuns dos pães e suas prováveis causas. Um verdadeiro norte para quando algo simplesmente não sai como o esperado e não se sabe exatamente o por quê.
 
Lá você descobre que se a crosta do pão estiver muito dura, provavelmente seu forno estava muito quente. Se seu pão cresceu pouco e ficou pesado, provavelmente o tempo de fermentação foi insuficiente. Se o pão rachou, é provável que o segundo crescimento tenha sido exageradamente longo.
 
E por aí vai.  Fermento dentro da validade, líquidos nem muito quentes nem muito frios, temperatura adequada, tempo de crescimento adequado, e um sem número de outras varíáveis. Em alguns dias, todos esses fatores me fazem desistir do pão e preparar qualquer outra coisa menos elaborada. Em outros, só o pão satisfaz. E ponto.
 
Foram 2 dias até que este brioche estivesse pronto, mas eu me atreveria tranquilamente a prepará-lo logo de cara, só com os tempos óbvios das duas fermentações. Só não o fiz porque decidi sair e levar o Felipe ao parquinho, então apenas embrulhei a massa e deixei-a na geladeira até o dia seguinte, quando continuei o ritual de onde havia parado.
 
E o final foi feliz desta vez, para minha alegria, que é o que faz compensar toda a trabalheira. :D
 
p.s. Pode não parecer, mas este pão é levemente salgado. Marido e sogra gostaram dele exatamente assim, eu já acho que a versão doce deve ser ainda melhor, doce e com açúcar cristal polvilhado (é como eu o faria em uma próxima vez, então fica a dica – caso queira, basta ajustar as proporções de sal e açúcar).
 
p.s. 2 Registro aqui, ainda, a primeira participação (de muitas, eu espero) do Felipe na cozinha: foi ele que, tooodo feliz, pincelou a gema de ovo na crosta do pão, dizendo que estava ajudando a mamãe a “pintar as bolinhas”. :o)
 
Brioche nanterre
(adaptada do livro Técnicas de Padaria Profissional, Paulo Sebess)
 
Ingredientes
  • 4 xíc. + 2 colh. (sopa) de farinha de trigo + um pouco para polvilhar
  • 20g de fermento biológico fresco
  • 1/2 xíc. de açúcar
  • 3 ovos grandes
  • 1 colh. (sopa) de sal
  • 100g de manteiga sem sal (meio tablete)
  • 1 copo de leite integral

Preparo

  1. Em uma tigela, dissolva o fermento no açúcar, junte o leite morno e as 2 colh. de farinha de trigo. Misture bem, cubra a tigela com um pano e deixe descansar por 30 minutos até formar uma esponja.
  2. Adicione à esponja os ovos, o sal e a farinha, incorporando mais leite ou farinha, caso haja necessidade. Coloque o bloco de manteiga sobre a massa. Amasse tudo para que a manteiga seja bem incorporada.
  3. A massa deve ficar lisa e homogênea. É importante não rasgá-la enquanto estiver sendo amassada para juntar a manteiga. Forme uma bola, enfarinhe um recipiente e coloque a bola de massa dentro do recipiente. Polvilhe farinha por cima, cubra com filme plástico e deixe que duplique de volume.
  4. Assim que a massa duplicar seu volume, retire o filme plástico e vire-a sobre uma mesa já enfarinhada. Pressione com as duas mãos para retirar os gases da massa. Aplane bem a massa. Dobre-a ao meio e coloque-a novamente dentro de um recipiente enfarinhado.
  5. Cubra com filme plástico e leve a massa à geladeira por 24 horas. Passado esse tempo, a massa estará pronta para ser utilizada na forma desejada.
  6. Unte uma forma retangular com manteiga.
  7. Forme bolinhas com pedaços de massa de 50g cada e coloque-as dentro da forma. Cubra com um pano e deixe em local quente para crescer por 30 minutos.
  8. Pincele com gema de ovo batida, cuidando para que não escorra pelas laterais da forma, a fim de evitar que o pão grude nela e dificulte sua desenformação. 
  9. Leve ao forno a 200ºC com uma assadeira com água fervente na parte inferior. Após 10 minutos, retire a assadeira com água. Asse por 30 a 45 minutos, aproximadamente, ou até ficar corado.